Com quase cinco décadas de carreira, o jornalista e comentarista da Rádio Gaúcha ficou conhecido pelo carisma, pelo bom humor e pelas frases marcantes que conquistaram gerações de torcedores gaúchos.
O jornalismo esportivo gaúcho está de luto. Morreu nesta quarta-feira, 28 de outubro, aos 70 anos, o jornalista e comentarista esportivo Adroaldo Guerra Filho, conhecido como Guerrinha. Integrante da Rádio Gaúcha e do Grupo RBS, ele estava internado no Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre, em decorrência de uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado.
Reconhecido pelo carisma, pelo bom humor e pelas frases marcantes, Guerrinha construiu uma trajetória de quase cinco décadas no jornalismo, tornando-se uma das vozes mais conhecidas do esporte no Rio Grande do Sul. Sua maneira irreverente de comentar o futebol conquistou ouvintes e telespectadores, independentemente da preferência clubística.
Trajetória começou no turfe
Filho do rádio-ator e comunicador Adroaldo Guerra, conhecido como Vovô Guerra, o jornalista teve contato com o universo da comunicação desde a infância. No entanto, sua carreira começou no jornalismo impresso, com destaque inicial para a cobertura das corridas de cavalos, uma de suas grandes paixões.
Durante a formação em Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), publicou seus primeiros textos no extinto Jornal Hoje, do Grupo RBS. Posteriormente, trabalhou na Folha da Manhã e no Correio do Povo, acompanhando o cotidiano do turfe.
Em 1983, retornou ao Grupo RBS para escrever sobre o tema no jornal Zero Hora. Com as mudanças na cobertura esportiva, passou a acompanhar o Internacional a partir de 1993, ampliando sua atuação no futebol.
Referência no rádio esportivo
Em 1999, Guerrinha chegou aos microfones da Rádio Gaúcha. No ano seguinte, estreou a coluna Guerra Total, no Diário Gaúcho. Em 2004, passou a integrar o tradicional programa Sala de Redação, onde consolidou sua presença como um dos comentaristas mais populares do rádio gaúcho.
Suas análises diretas, opiniões fortes e expressões bem-humoradas tornaram-se uma marca registrada. Além das transmissões e dos programas esportivos, suas frases ganharam repercussão nas redes sociais, ampliando seu alcance entre diferentes gerações de torcedores.
Torcedor do Internacional, Guerrinha também conquistou o respeito de gremistas pela personalidade e pelo estilo inconfundível de fazer jornalismo.
Legado no jornalismo gaúcho
Em nota, o Grupo RBS lamentou a morte do comunicador e destacou sua importância para o jornalismo esportivo, ressaltando o bom humor e o legado construído ao longo de sua trajetória profissional.
Guerrinha deixa a esposa, Kátia, as filhas Michelle e Karine e três netos.
A morte do comentarista representa uma grande perda para a comunicação do Rio Grande do Sul, que se despede de um profissional cuja voz, opiniões e frases marcaram gerações de apaixonados pelo esporte.
Foto: Divulgação
